Biografia Rapper Don L

Don L é um rapper brasileiro, e como se tivesse alcançado um ponto de mutação, ao mesmo tempo em que a nova escola do rap chega quebrando tudo, nomes da velha guarda seguem também na ativa ditando a cadência do canto falado e dos beats que pulsam como uma sintaxe urbana. Entre os nomes que chegam está o do cearense Don L
 
O músico junta-se a um time que ele mesmo escala. “Acho que os melhores artistas do rap em atividade são Marechal, Emicida,Flora Matos, Criolo, Kamau, D2, Black Alien, Ogi e De Leve… E o Mano Brown continua no topo. 
 
Claro que existem muitos outros talentosos mas acho que esses são os que pelo menos deram início a uma obra que pode sobreviver ao tempo. E eu provavelmente esqueci algum ou alguns também e que se encaixam nessa mesma seleção aí”, afirma ao Virgula Música. 
 
 
Lançada recentemente, a segunda mixtape do rapper, Caro Vapor/Vida e Veneno, traz em cada faixa disponibilizada no YouTube imagens dos fotógrafos Aline Belfort, André Porto, Apu Gomes, Autumn Sonnichsen, Paulo Batalha e Natalia Kataoka
 
A capa ficou com Autumn, com design de Filipi Fillippo. “Todo mundo é rapper e todo mundo é fotógrafo. Isso ao mesmo tempo que vulgariza o medíocre torna mais valioso o supremo”, afirma. Leia a entrevista concedida por e-mail a seguir.
 

Existe uma tradição de rap nordestino, músicos que o tenham inspirado?

Quando eu estava começando a ouvir rap, tinha o Faces do Subúrbio, e o Clã Nordestino, do Recife e São Luiz. Na minha cidade tinha Comunidade da RimaElementos Suspeitos, entre outros e foi quando eu comecei a colar com a rapaziada que fazia rap. 
 
Era uma coisa totalmente diferente do que é hoje em dia. Lembro que a primeira vez que fui encontrar um cara do rap foi na Febem do centro, era o Preto Zezé que tinha um projeto lá, e ele tava lendo um livro do Malcom X quando eu cheguei. O rap era uma coisa de militância e conhecimento, essa era a escola nordestina. 
 
Isso me influenciou em termos de ideias, e foi onde eu comecei. Em termos musicais eu me influenciei mais com o blues e o rock que rolavam em Fortaleza, como Cidadão Instigado, o blues do Kazani… E depois que comecei a caçar samples pra produzir beats, virei aficionado por música, e comecei a curtir coisas das mais variadas que você imaginar.
 
 

Como é seu processo de composição, você é que faz suas bases?

Algumas eu faço, outras são de outros produtores. As minhas músicas nascem a partir de um impulso melódico que me inspire, e aí pode ser um loop só de guitarra com duas notas ou uma orquestra inteira, ou uma linha melódica que eu faça imitando um instrumento com a boca e grave um loop.
 
O que importa é que seja um som que me traga a vibe da idéia que eu esteja querendo escrever no momento, que me traga o feeling… Aí depois eu vou buscando variações e a música vai ganhando vida própria, desbravando caminhos.
 

ALGUNS DE SEUS SONS E PARTICIPAÇÕES

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